agosto 15, 2019

Sul do Ceará possui o primeiro Geoparque das Américas

Na Região Sul do Ceará, o conjunto de bens ecológicos, paleontológicos e culturais têm protagonizado pesquisas científicas e dinâmicas socioeconômicas que, reforçam sua representatividade territorial. Nessa delimitação, encontra-se o Geopark Araripe, o primeiro Geoparque das Américas.

De acordo com a Organização das Nações Unidas Para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO, o Geoparque Mundial Araripe, destaca-se por possuir um dos mais representativos arsenais de fósseis do período Cretáceo Inferior. Esses registros possuem entre 90 e 150 milhões de anos.

O patrimônio do Geopark Araripe pode ser contemplado nos nove geossítios que compõe essa área de proteção.

Imagem representativa do Geossítio Floresta Petrificada do Cariri, localizado em Missão Velha-CE. / Fonte: Geopark Araripe.

Ainda segundo a UNESCO, os Geoparques são territórios com patrimônio geológico internacionalmente representativo, administrados a partir de ferramentas integrativas, que perpassam o sentido de proteção, atuando em dimensões como, educação e desenvolvimento sustentável.  Essa dinâmica envolve um complexo conjunto de atores, entre eles, agentes comunitários, pesquisadores, profissionais do turismo e instituições.

Para Lázaro Raniere, mestre em Desenvolvimento Regional Sustentável e integrante da equipe do Geopark Araripe, a atuação do Geoparque na Região do Cariri tem possibilitado significativa interação entre os diversos setores socioeconômicos, além de fomentar intercâmbios internacionais, por meio da comunicação estabelecida com outros geoparques mundiais da UNESCO.

No Ceará, o Geopark Araripe atua em seis cidades, localizadas na Região do Cariri, Sul do Estado. Os municípios que integram essa demarcação são: Crato, Barbalha, Juazeiro do Norte, Nova Olinda, Missão Velha e Santana do Cariri. Essas cidades contemplam uma rede de instrumentos socioeconômicos, geológicos e culturais que, fortalecem as dinâmicas territoriais e sua relevância patrimonial local, nacional e internacional.

Foto representativa de Juazeiro do Norte, maior cidade em população e economia na Região do Cariri cearense, segundo o IBGE. A imagem ressalta a vida “representada por um pássaro”, diante do processo de urbanização no território. / Imagem Francisco Mário (acervo pessoal).

Para o geógrafo Michel Monteiro, o Cariri cearense é reconhecido por seu patrimônio, com destaque a questões ambientais. Também, os fatores culturais dinamizam a Região, compreendendo um importante número de personagens que exerceram ou exercem influência sobre a cultura local.

Foto representativa de recursos naturais no Cariri cearense (Área de Preservação da Floresta Nacional do Araripe). / Imagem Francisco Mário (acervo pessoal).

A área do Geoparque, no Sul do Ceará está inserida na delimitação territorial da Bacia Sedimentar do Araripe. Por ser um território que contempla um Geoparque, possui reconhecimento internacional e, atualmente, existem setores e atores sociais que buscam o reconhecimento da Chapada do Araripe como Patrimônio da Humanidade, envolvendo também, o território da Chapada em outros estados do Nordeste.

Lázaro Raniere, membro da equipe do Geopark Araripe, ressalta ainda que, “o Araripe, além de estar localizada em uma espetacular bacia sedimentar com grandes jazidas de fósseis, possui uma cultura singular que torna essa Região, um verdadeiro caldeirão cultural no Nordeste Brasileiro”.

Foto representativa da cultura no Cariri. / Imagem Francisco Mário (acervo pessoal).

Ao visitar o Cariri cearense, não deixe de conhecer o território do Geopark Araripe.

 

 

Fontes:

https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ce/juazeiro-do-norte/panorama

http://geoparkararipe.urca.br/

http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/natural-sciences/environment/earth-sciences-and-geoparks/

http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/natural-sciences/environment/earth-sciences-and-geoparks/araripe-unesco-global-geopark/